Período
Ordoviciano
Há 485,4–443,8 milhões de anos
Durante o período Ordoviciano, a vida marinha continuou a prosperar e a se diversificar. Os mares eram dominados por invertebrados como trilobitas, braquiópodes, briozoários e pelos primeiros recifes de coral, formados por organismos semelhantes aos corais. Nesse período também surgiram os primeiros cefalópodes, ancestrais das lulas e dos polvos modernos, que se tornaram os principais predadores dos ecossistemas marinhos. Além disso, apareceram as primeiras evidências de plantas terrestres, um passo importante na colonização dos ambientes terrestres.
Do ponto de vista geológico, os continentes continuavam à deriva, e a maior parte das massas continentais do planeta estava no Hemisfério Sul. O supercontinente Gondwana começou a se deslocar em direção ao Polo Sul, o que contribuiu para o resfriamento do clima da Terra no final do período. Esse evento de resfriamento global desencadeou uma série de glaciações, especialmente no supercontinente do sul, que fizeram o nível do mar cair drasticamente. Isso levou ao evento de extinção do Ordoviciano-Siluriano, no qual cerca de 85% das espécies marinhas foram dizimadas, sobretudo as que habitavam águas rasas e quentes.
Acredita-se que essa extinção em massa tenha sido causada tanto pelo rápido início da glaciação quanto pelas mudanças subsequentes no nível do mar, que perturbaram os habitats marinhos. Ela figura entre os cinco maiores eventos de extinção da história da Terra.